Evento Homenagem

Inauguração da Rua Nuno Teotónio Pereira


A meio da manhã do dia 30 de janeiro, sob um céu cinzento mas sem chuva, foi oficialmente inaugurada a Rua Nuno Teotónio Pereira, na freguesia do Lumiar. Frente ao Parque Vale Grande, mais conhecido como Parque Oeste, NTP está muito bem acompanhado, se tivermos em conta as ruas vizinhas, dedicadas a João Lobo Antunes, José Vilhena, José Moita Macedo, Mestre Querubim Lapa (seu amigo pessoal) e Pina Bausch.

Na cerimónia, que juntou familiares e muitos amigos e amigas, para além de uma forte representação da Ordem dos Arquitetos, intervieram o Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Ricardo Mexia, Luísa Teotónio Pereira e o Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

Reproduzimos a curta alocução da filha do Nuno:

“Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Senhor Vereador da Cultura, Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, queridos familiares e caros amigos, um muito obrigada pela vossa presença neste dia em que também festejamos os 104 anos do Nuno.

Em nome da família de Nuno Teotónio Pereira queria apenas partilhar duas gratas recordações que me parecem fazer sentido neste momento e neste lugar.

Já que inauguramos uma nova rua, gostava de lembrar o arquiteto Nuno Portas, grande companheiro profissional e especial amigo de Nuno Teotónio Pereira, porque ele costumava dizer que se via como “arruador”, a pessoa que cria e dispõe ruas onde as pessoas moram e trabalham.

Com esta menção prestamos também homenagem a todos quantos passaram pelo Atelier da Rua da Alegria, enchendo-o de vida, de sabedoria e de capacidade de intervenção.

E porque estamos em Lisboa, a cidade que viu o Nuno nascer, crescer e viver até ao seu último dia, recordo como me espantou ouvir o discreto arquiteto Teotónio Pereira proclamar, na cerimónia de doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa, em 2005, alto e bom som: “Lisboa, amo-a perdidamente!”.

Hoje é a cidade que o reconhece e lhe retribui o íntimo conhecimento que ele transformou em casas e equipamentos, acrescentando à capital do país utilidade e beleza.

No entanto, para o Nuno, a capital não era o país. Por isso deixo ainda uma palavra para insistir na urgência de trabalharmos pela coesão territorial e pela vida digna em todo o território nacional.”

Finda a cerimónia, a arquiteta Helena Roseta lançou o “Parabéns a você”, que todos os presentes cantaram com ânimo.