
Tive o privilégio de trabalhar com o arquiteto Nuno Teotónio Pereira num levantamento histórico arquitetónico para o concelho de Montijo. Sendo a minha formação em História de Arte, cabia-me a pesquisa do contexto histórico subjacente aos edifícios registados. Foi uma experiência memorável que permanece viva no meu espírito.
O arquiteto Nuno Teotónio, apesar da idade avançada, mantinha uma curiosidade inabalável por tudo, a sua atitude era sempre um estímulo para o conhecimento, sempre aberto a novas possibilidades de interpretação. Lembro-me, também, de que era um homem muito terno. As nossas viagens, quase diárias, pela Ponte Vasco da Gama até Montijo ou Pegões, eram uma alegria. Uma alegria bem acelerada, sempre em evolução.
Isabel Costa Lopes
Janeiro de 2026
